Um acordo pode utilizar palavras confortáveis e deixar interpretações diferentes para o momento da entrega. Pronto, implementado ou acompanhado ganham utilidade quando as partes conseguem explicar o que esperam observar.
Na análise de Lucas Atanazio, empresário e fundador da ATNZO, a confirmação pertence à preparação do trabalho. O tema é operacional e não substitui a apreciação jurídica ou técnica de um compromisso concreto.
Num exemplo construído de organização de um processo de atendimento, as partes podem distinguir a preparação do material, a sua disponibilização e a utilização pela equipa. Cada etapa pode exigir responsabilidades diferentes. Receber um ficheiro não demonstra necessariamente que todo o resultado pretendido foi alcançado.
A forma de confirmação deve ser proporcional. Pode envolver uma demonstração, uma verificação ou uma apreciação conjunta, conforme a natureza da tarefa. Um critério que depende de informação impossível de obter acrescenta uma nova dificuldade em vez de produzir clareza.
Importa ainda saber quem pode confirmar e em que momento. A pessoa que recebe uma entrega pode não ter mandato para apreciar todas as condições do acordo. Explicar esse alcance protege o trabalho de ambos os lados e evita transformar um gesto de receção numa conclusão que ninguém estava preparado para assumir.