Quando um fornecimento parece fácil de substituir, pode faltar uma descrição do trabalho que ele realiza. Uma entrega regular contém escolhas, conhecimento acumulado e maneiras de resolver exceções que nem sempre aparecem no pedido inicial. Comparar apenas a aparência da entrega pode deixar essas diferenças fora da decisão.
Num caso construído, duas fontes oferecem um resumo sobre o mesmo setor. Uma organiza referências; a outra ajuda a perceber como os sinais se relacionam e identifica limites na leitura. Nenhuma dessas propostas é automaticamente melhor para todas as equipas. É necessário perceber de que trabalho a organização precisa e que responsabilidade continuará a assumir depois de receber o resumo.
Antes de mudar, a equipa pode descrever uma tarefa real em que utiliza o fornecimento. Que pergunta tenta responder? O que faz com a informação recebida? Que dúvida costuma precisar de esclarecer? Essa descrição dá à comparação um ponto de apoio mais útil do que a quantidade de páginas ou a frequência das mensagens.
A experiência de transição também precisa de ter um responsável. Se uma diferença aparecer, alguém deve conseguir determinar se falta informação, se mudou o modo de trabalhar ou se a equipa ainda não compreendeu a nova entrega. A substituição deixa então de ser uma simples troca de nomes e passa a ser uma decisão sobre a continuidade de uma capacidade concreta. [S1]
Lucas Atanazio é empresário e fundador da ATNZO.