Uma organização muda a definição de um resultado para medir melhor o trabalho. A alteração pode ser necessária e útil. Mas também pode tornar a nova contagem diferente da anterior, mesmo que a operação não tenha mudado na mesma proporção.
Por isso, convém preservar os registos anteriores e documentar a passagem. Que critério foi alterado? A partir de quando? O que se pode comparar entre os períodos? Sem essa explicação, uma melhoria aparente ou uma queda pode ser atribuída ao desempenho quando resulta, em parte, da forma de medir.
A revisão também precisa de acompanhamento. O novo indicador aproxima o comportamento do objetivo? A recolha continua viável? Que trabalho importante permanece pouco visível? Uma medida complementar pode ajudar, desde que responda a uma pergunta diferente e não acrescente apenas outra coluna difícil de interpretar.
Quem lidera deve observar como a avaliação influencia escolhas. Equipas com tarefas de dificuldade diferente podem não ser diretamente comparáveis. Se esse contexto ficar de fora, o reconhecimento pode favorecer a seleção dos casos mais simples. Rever a medida não significa diminuir a exigência; pode ser a forma de a tornar mais coerente com o resultado pretendido. O instrumento deve continuar aberto à realidade que procura compreender, sem apagar o passado nem apresentar uma mudança de definição como prova automática de progresso.