Um modelo pode conter uma função essencial e várias escolhas feitas por conveniência no lugar onde começou. Transferir tudo sem distinguir estes elementos pode impor dificuldades desnecessárias. Alterar tudo, por outro lado, pode retirar à proposta aquilo que justificava a sua adoção.
Uma preparação útil começa por perguntar o que cada componente permite fazer. Se uma etapa for retirada, que capacidade deixa de existir? O que precisa de ser conservado para manter a função? A resposta deve ser compreensível para quem vai executar, em vez de depender apenas da autoridade de quem apresentou o desenho inicial.
Num exemplo hipotético de apoio a pequenos negócios, a forma de comparar alternativas pode ser essencial, enquanto o horário ou o local dos encontros admitem adaptação. Noutros modelos, uma condição aparentemente operacional pode ser decisiva para a qualidade da entrega. A distinção exige examinar o mecanismo concreto, sem produzir uma lista de regras que pretenda servir qualquer situação.
As alterações devem ficar registadas com a sua razão. Assim, a equipa consegue perceber se está a ajustar a forma de trabalhar ou a mudar a função oferecida. Quando a função muda, o âmbito precisa de ser comunicado a quem participa.
A aprendizagem pode regressar ao desenho de origem. Uma adaptação bem acompanhada pode mostrar uma maneira mais simples de cumprir a mesma finalidade, sem transformar essa possibilidade numa promessa antecipada de sucesso.
Este post desenvolve a análise autoral de Lucas Atanazio, empresário e fundador da ATNZO, sobre replicação responsável de modelos territoriais.